Ir para o conteúdo OBCC Ir para o menu OBCC Ir para a busca no site OBCC Ir para o rodapé OBCC
Ir para o conteúdo
GovBR Navegar para direita
  • International
  • Acessibilidade
  • Sítios da UFSM
  • Área restrita

Aviso de Conectividade Saber Mais

Início do conteúdo

A maior de todas as crises está em andamento



Por João Fortunato (Jornalista, Mestre em Comunicação e Cultura Midiática e especialista em Gestão de Crises e Media Training)

 

A mudança climática é uma crise global em andamento. É fato consumado, não há necessidade de se discutir e muito menos de se apresentar mais provas. Há anos a ciência ambiental, de forma clara e objetiva, vem mostrando o tamanho desse desastre natural, que já acontece no Brasil e em diferentes partes do mundo. E o que é pior, tende a se agravar muito rapidamente, com relevantes custos sociais e econômicos.

A ONU – Organização das Nações Unidas – já afirmou, com base em estudos de entidades e de cientistas ambientais renomados e respeitados, que a Terra já atingiu o ponto de não retorno, ou seja, não há mais possibilidade de regresso aos chamados índices de normalidade. Isso significa que a população do mundo vai sofrer cada vez mais com ondas de calor intenso, tempestades radicais etc., em intervalos de tempo menores. O que se precisa fazer urgentemente visa apenas e tão somente mitigar os danos.

Os sinais de mau humor do clima não são recentes. Lembram-se do buraco na camada de Ozônio? Do aquecimento global? O mantra de agora é Mudança Climática. O volume de dados e informações disponíveis sobre as ocorrências, gravidade e consequência deste fenômeno natural é gigantesco. E o que foi feito preventivamente para impedir que se chegasse a esta situação? Nada, ou melhor, muito pouco.   

A ciência, não se pode negar, fez e segue fazendo a sua parte. Sozinha, porém, não resolve o problema. Ela precisa contar com o suporte da classe política e da classe empresarial, além, é claro, da participação imprescindível da população do mundo. Apesar dos dados e informações irrefutáveis sobre o que vem acontecendo com a clima no Planeta e dos riscos que se impõe à vida, a classe política ainda não se deu conta da gravidade do tema, bem como a classe empresarial, que continua com a sua ganância por lucros “a qualquer preço”.         

O presidente recém-eleito Donald Trump, dos EUA, é o maior exemplo dos incrédulos, também denominados de negacionistas. Novamente ele retirou a participação do seu País no Acordo Climático de Paris e já avisou que pretende ampliar a exploração e a utilização de petróleo. Também descartou a imposição de normas e regulamentos sobre a poluição provocada por automóveis e caminhões. Além disso, detratou os carros elétricos e os investimentos no desenvolvimento de energia limpa. A atitude do republicano encontrou eco dentre outros líderes negacionistas.  

No Brasil, a classe política segue como d’antes, preocupada apenas com os seus interesses particulares e dos grupos que a apoia. Os impactos naturais no País já são vários e de altíssima gravidade, porém, ainda não se revelaram fortes o suficiente para chamar a atenção de “Suas Excelências”. Apesar de ainda distantes da próxima eleição majoritária, eles dedicam tempo à sucessão presidencial, enquanto a mudança climática segue causando estragos em diferentes partes do país. A classe empresarial, por sua vez, segue sem rever os seus métodos de produção e a utilização de matérias primas danosas ao meio ambiente.    

Já passou da hora das classes política e empresarial entenderem que os alertas da ciência são sérios, baseados em estudos e pesquisas, e que as suas projeções para o curto, médio e longo prazos não são nada boas para a manutenção dos diferentes tipos de vida no Planeta. Inclusive a vida humana.

A classe política é extremamente importante neste processo porque somente ela, com a elaboração de leis e regulamentos pode impor limites à ganância empresarial, fortalecer a ciência e cessar de vez a exploração sem limites e, consequentemente, a destruição da natureza.

_____

Artigos assinados expressam a opinião de seus autores.

Divulgue este conteúdo:
https://ufsm.br/r-880-432

Publicações Relacionadas

Publicações Recentes