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Destino: UFSM



Camila Hartmann – camilahartmann@hotmail.com.br
Vitória Londero – vitorialondero@live.com

A partir dos anos 1980, com a diversificação dos programas de estudo no exterior, o termo passou a ser usado para nominar qualquer período em que o estudante vive fora de seu país para aperfeiçoamento educacional ou profissional, independente de reciprocidade. Engana-se quem acredita que são só os estudantes brasileiros que desejam ir para o exterior: também cresce o número de intercambistas que vêm para o Brasil.

Viagens e oportunidades de estudo em outros países são uma realidade na maioria das universidades brasileiras. Para quem almeja estudar no Brasil, programas de intercâmbio possibilitam não apenas um aprimoramento na formação educacional, mas também uma troca entre diferentes culturas, que enriquece a vivência do estudante. Na Universidade Federal de Santa Maria, não é diferente: o órgão responsável pelos assuntos internacionais da universidade é a Secretaria de Apoio Internacional (SAI), institucionalmente vinculada ao Gabinete do Reitor e responsável por manter e atualizar as ofertas de oportunidades no exterior – por meio das quais os jovens realizam os intercâmbios.

Todos os intercambistas que chegam à UFSM precisam passar pela SAI. Ela atua como um órgão de apoio aos estudantes estrangeiros. Segundo o secretário executivo, Marcelo Tascheto da Silva, esse auxílio vai desde a parte burócratica, como a documentação, até a procura de um “padrinho” – uma pessoa encarregada a dar suporte e orientação aos recém-chegados. Nesse sentido, a SAI demonstra preocupação em acolher bem os intercambistas. “A gente se coloca no lugar deles, tem que haver uma empatia muito grande”, afirma a secretária executiva Cristina Amoreti.

São realizadas reuniões de recepção aos novos intercambistas a cada início de semestre. A proposta para esse ano é um passeio pela região da Quarta Colônia. A SAI quer promover esse turismo para que os intercambistas tenham conhecimento da região onde Santa Maria está situada, visto que, em virtude de o Brasil ser um país multicultural e de dimensões continentais, muitas vezes as impressões que os estrangeiros têm daqui não condizem com a realidade do Rio Grande do Sul. “Nós procuramos mostrar para os que vêm o que é o Brasil, mas de uma forma regional”, continua Cristina.

A UFSM possui convênio com 28 países. Os programas de intercâmbio mais frequentes, que são responsáveis pelo maior contingente de estudantes que chegam na universidade, são os da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), os bilaterais e os específicos de cada país.

INTERCAMBISTAS NA UFSM
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Bastidores da .TXT

Como vivem aqueles que escolhem a UFSM como destino? Essa foi a questão que nos motivou a escrever sobre os intercambistas que estão na Universidade. O processo de apuração foi desenvolvido ao longo de duas semanas e se pautou, principalmente, nas entrevistas com os intercambistas e com dois secretários executivos da Secretaria de Apoio Internacional (SAI), Cristina Amoreti e Marcelo Tascheto da Silva.

Os quatro intercambistas foram muito receptivos e prontamente aceitaram o convite de serem entrevistados. Victor Dominguez, 24 anos, do México, nos apresentou o intercâmbio como a externalização do desejo da humanidade em mudar o mundo. Nathália Ledesma, uma paraguaia de 20 anos, disse que quer voltar ao Brasil, porque foi muito bem recebida. E, apesar de sentir saudades de seu país, agradece a oportunidade de passar um tempo em Santa Maria.

A argrentina Rocio Tosolini, 22 anos, adorou o Brasil e afirma que o brasileiro tem uma coisa única: é alegre, hospitaleiro, carinhoso e está sempre sorrindo. Isso chamou muito sua atenção, pois a tradição de seu povo é bem diferente. Por fim, Catherine Spreadbury, uma britânica de 20 anos, que já viajou por outros países da América Latina, como o Equador, se sentiu muito acolhida no Brasil. Disse, ainda, que os gaúchos se parecem com o povo europeu, assim ela se sente mais perto de casa.

Construir essa reportagem foi um grande desafio. Além de entender como se constrói uma narrativa para uma revista, percebemos que um intercâmbio é muito mais que um simples período que se passa fora de seu país, ele é uma experiência de vida, que permite a troca entre culturas. E o seu destino, qual é?.TXT

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