
A UFSM esteve presente na 23ª Expoagro Afubra, a maior feira para a agricultura familiar do país, realizada em Rio Pardo entre 25 e 28 de março. O Centro de Ciências Rurais (CCR) e o Colégio Politécnico da UFSM ocuparam dois estandes na feira.
O estande do CCR, voltado para a divulgação de seus cursos, contava com a presença ilustre do pica-pau, mascote da Engenharia Florestal. “O pica-pau chama a atenção de todo mundo, inclusive muitas crianças que passam e ficam interessadas. Além de explicar sobre os cursos do CCR aqui no estande, a gente também vai a outros estandes conversar sobre temas como ecologia, biologia e sustentabilidade e falando sobre o curso também”, disse Kamilli Valadas Santos, estudante da Florestal. O estande também contou com representantes de outros cursos: Tecnologia em Alimentos, Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia.
Ao lado do CCR, o estande do Colégio Politécnico da UFSM promoveu as atividades e cursos técnicos, de ensino médio, graduação e pós-graduação. Também apresentou projetos de ensino, pesquisa e extensão e trabalhos realizados em laboratório. A exposição foi realizada por estudantes e bolsistas do Colégio.
O Poli também levou 25 alunos do Técnico em Agropecuária e 11 participantes do projeto Polifeira para a exposição. A professora Magda Monego, diretora do Departamento de Pesquisa e Extensão do Politécnico, comentou sobre a importância da interação entre o campus e o campo: “A presença do Colégio Politécnico na Expoagro Afubra representa a Universidade Federal de Santa Maria em um dos maiores eventos voltados à agricultura familiar no país. Essa participação reafirma a relevância da UFSM no desenvolvimento do setor agropecuário, aproximando o meio acadêmico dos produtores e fortalecendo a troca de conhecimento entre universidade e sociedade”.
O projeto Flores para Todos também esteve representado no evento.
Um pouco sobre a Expoagro Afubra
Foram 188 mil visitantes, R$ 385 milhões em movimentações de negócios em quatro dias, em um recorde de público comemorado como sucesso pela organização do evento. Mas como se chega a um evento deste tamanho e com números tão impressionantes?
O deputado federal Heitor Schuch (PSB) de Santa Cruz do Sul, contou um pouco sobre a história da feira e seus resultados para a agricultura familiar: “Isso aqui é um extrato, na verdade, dessas agroindústrias que começaram a se organizar na década de 90. Mas a legislação para quem abatia um suíno por semana era a mesma da JBS, da Friboi e Companhia, isso era inviável. Conseguiu-se mudar essas leis. Hoje, essas agroindústrias estão muito melhor estruturadas, estão ocupando um espaço importante, não só nas feiras e nos eventos, mas elas vêm muito aqui para divulgar o que elas têm. Tem gente que vende para o estado, para o país inteiro e que hoje já nem vem mais na feira. Mas foi a vitrine, foi o palco que o agricultor precisou para conseguir chegar nesse mercado”.
Essa trajetória de crescimento e sucesso para os participantes da feira é a trajetória de Elizeu Paulo, que há 18 anos é produtor de bebidas de Marau. “A gente começou a fazer a feira e vimos a importância. Todas as feiras que eu puder ir da agricultura familiar eu vou. Marau não tem costume de fazer cachaça, então é um trabalho diferenciado. Os canaviais são todos nossos. Já vai fazer cinco anos que não colocamos adubo químico. Nós saímos de 60 toneladas por hectare e nós estamos colhendo 130 toneladas de cana por hectare. Isso tudo com a venda do nosso produto que divulgamos nas feiras”, disse.
Texto e foto: Gabriel Barros, acadêmico de Jornalismo, voluntário da Agência de Notícias
Edição: Ricardo Bonfanti, jornalista